Os MUROS, como o de Berlim que caiu, o da Faixa de Gaza que se mantém de pé ou o que
está a ser construído no Rio de Janeiro para separar as pessoas, por classes (dinheiro) que alguns iluminados decidiram criar, nem sempre têm aquele formato, nem são sempre feitos em tijolo e cimento armado.
Em Portugal e mais concretamente em Matosinhos, há muito que existem MUROS de vergonha e continuam a construir-se mais. A ver vamos:
Em Matosinhos Sul esqueceram-se do MURO, mas alguém vê diferenças em relação ao que se passa nos casos onde ele existe? Separaram as pessoas em condomínios fechados, com jardins interiores para não haver mistura com os peixeiros (nome por que vulgarmente somos tratados, nós os cidadãos matosinhenses, por os novos ricos que trouxeram para colonizar o extremo sul do concelho).
Os bairros sociais construídos para albergar as populações das "Ilhas", mas... Nas freguesias interiores do concelho para não se misturarem com os colonizadores.
Os bares nas marginais do concelho, atribuídos a dedo e incentivados a separar a clientela pelo preço. Chegando ao ridículo de colocar em perigo a segurança das pessoas, ao cúmulo de um jovem ser assaltado e assassinado com uma facada às 23h na marginal de Matosinhos e não haver ninguém na rua. Na vizinha Foz, a essa hora, há centenas de pessoas a caminharem na marginal, entre elas muitos matosinhenses. Na Foz, há bares na marginal para todas as bolsas e há iluminação, logo há sensação de segurança e há gente. Em Matosinhos, mais uma vez, há que evitar misturas e tudo à média luz que é mais "chique".
A rua de Brito Capelo, antes a principal artéria comercial de Matosinhos e quase um shopping a céu aberto. Foi assassinada pela Câmara Municipal. As lojas de comércio tradicional e os comerciantes daqueles estabelecimentos, eram referencias sociais, económicas e políticas. Pessoas respeitáveis e respeitadoras que sofreram com aquilo que nos tentam vender como desenvolvimento, pagando alguns com a saúde ou a própria vida. Que desenvolvimento é o dos shoppings e grandes superfícies que brotam como cogumelos? Trabalho subcontratado, sem condições e cheio de atropelos aos direitos das pessoas que lá trabalham? O comércio tradicional que mataram em Matosinhos, era uma escola de profissão e de vida, eram empregos seguros e de proximidade, a luz das suas montras, iluminava a rua de forma gratuita para o erário público, eram motivo para o passeio digestivo, o célebre "Ver as montras".
Hoje, às 20h dá medo andar na
Só não se deviam esquecer que se quem os precedeu, há 30/40 anos atrás, tivesse erguido os mesmos MUROS, uns mais e outros menos visíveis que agora se erguem, dificilmente um Guilherme Pinto, se tornaria Presidente desta autarquia.
Abraço
Foto copiada daqui



















































































































































































































































































































































































































































































































































































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